Amaro Aviation inicia mercado de aeronaves compartilhadas no Brasil.

A vontade e a necessidade de ter uma aeronave é a realidade de algumas pessoas que utilizam esse meio de transporte com muita frequência, principalmente para os negócios.

Além da praticidade, facilidade e economia de tempo, devido as longas esperas em aeroportos, os jatinhos são capazes de levar pessoas a lugares onde as companhias aéreas comerciais não chegam.

Imagine então você ter a oportunidade de agendar seu itinerário e, em questão de horas, sua aeronave estar a postos para te levar ao seu destino, e, tudo isso sem precisar comprar uma.

Isso tem se tornado realidade no Brasil, após ser um negócio de muito sucesso no exterior, em especial nos Estados Unidos.

Aqui em nosso país, a proposta teve início com a Amaro Aviation, empresa aérea fundada por Marcos Amaro, filho do Comandante Rolim, fundador da TAM, que já possui o primeiro jato de propriedade compartilhada funcionando, o Pilatus C-24.

Com a recente regulamentação da Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) para a propriedade compartilhada de aeronaves no Brasil, uma grande porta se abriu para que esse segmento se tornasse realidade.

A ideia funciona da seguinte forma: o cliente pode comprar uma parte do avião, ou seja, o cotista paga no caso, por 1/8 da aeronave, e um valor proporcional pelas horas voadas.

Quando esse cliente não quiser mais ter a cota, ele pode vender para outra pessoa ou devolver à Amaro, que é responsável por passá-la para outro cliente.

No caso do Pilatus C-24, que comporta 8 passageiros e dois tripulantes, são vendidas 8 cotas por um valor de US$ 1,7 milhão de dólares cada, com custo de US$ 2.700 por hora de voo.

Este avião é o primeiro a integrar a frota da Amaro, que terá disponível, também, o irmão mais novo do modelo, o turbohélice Pilatus C-12 – cuja cota custa menos de US$ 800 mil dólares, com custo de US$ 1.650 por hora de voo. Para ambas as aeronaves, cada cota dá o direito a 100 horas de voo.

Ambas as aeronaves permitem ao usuário chegar em praticamente qualquer localidade do Brasil, já que elas conseguem operar até mesmo em pistas não pavimentadas, que são 43% das 4.400 pistas de pouso no país.

A Amaro já conta com outros serviços voltados a esse mercado. Além da propriedade compartilhada, a empresa possui gerenciamento de frotas para quem já possui seu próprio avião e, em breve, o serviço de táxi aéreo.

Por |2021-10-07T14:20:34-02:0007/10/2021|Categorias: Tecnologia e Inovação|

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